2010 Domitila


Por GazetaDigital 30/10/2010

História de amores proibidos costumam ser fonte de inspiração para poetas, escritores e pintores ao longo dos séculos. Na música não é diferente. Nesse sábado o Teatro da UFMT abre as portas para a Ópera Domitila, com montagem do compositor carioca João Guilherme Ripper – que traz luz a trajetória, sonhos e expectativas da “amante oficial” de Dom Pedro.

Levantamentos e cartas dão conta que na casa dos Bragança uma série de imposições obrigaram ao jovem imperador e viúvo uma nova esposa de estirpe real. O nome era D. Amélia. No entanto, Pedro I desejava a outra mulher: Domitila. Com um mergulho dramatúrgico na história do Brasil, Ripper traz à tona a emoção de Domitila, que relembra os momentos em que viveu ao lado de D. Pedro, lendo as cartas que recebeu de seu amado.

O sucesso da montagem que chega hoje ao teatro da UFMT já alcança 10 anos de história. Em sua primeira montagem, em 2000, Domitila, recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. Ela foi escrita em março de 2000 por encomenda do Centro Cultural Banco do Brasil para o espetáculo Palavras Brasileiras.

O carioca João Guilherme Ripper graduou-se e cursou mestrado em composição e regência na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, e fez doutorado nos Estados Unidos. Também foi professor em universidades americanas. De volta ao Brasil em 1998, passou a atuar com importantes orquestras brasileiras. Membro da Academia Brasileira de Música, Ripper é atualmente diretor da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.

A montagem de João Guilherme Ripper é baseada nas cartas trocadas entre o Imperador D. Pedro I e sua amante, Domitila de Castro a Marquesa de Santos. Desde as primeiras mensagens, com galanteios do Imperador, passando por momentos de grande intimidade, até chegar ao triste desfecho da relação, os textos são o documento vivo de um amor proibido. “Domitila, minha imperatriz. Desde que pus meus olhos na tua formosura, quis ser todo e sempre teu. Queres, divina augusta, o meu pensamento? São para ti esses versos, meu amor”, escreveu Dom Pedro.

O romance ficou na história do Brasil. Há relatos sobre mais de duzentas cartas trocadas por Domitila e D. Pedro. Mas somente 143 foram documentadas.

 

 

 

 

 

 

 

Composição e Libretto João Guilherme Ripper Encenação Catarina Costa e Silva Intérpretes Teresa Nunes (Soprano) Job Tomé (Barítono), Crispim Luz (Clarinete), Susana Lima (Violoncelo), Brenda Vidal Hermida (Piano) Desenho de Luz Rui Damas Produtora Teresa Nunes

Produção Quarteto Contratempus Duração 60 min • M/6